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Foi realizado no dia 04/07/2018 no hotel Hilton (SP) o Workshop de Bem-Estar Animal realizado pelo CDIAL HALAL em parceria com A CCIMB, CDIAL e Internacional Islamic Halal Organization.

 

 

 

 

 

FONTE: cdialhalal.com.br

O workshop teve como oradora a renomada auditora Erika Voogd, especialista norte-americana em Bem-Estar Animal e presidente da Voogd Consulting.

O evento teve abertura do sheik Mohamad Zeidan, da Liga Mundial Islâmica no Brasil (representante do secretário geral da Liga Mundial Islâmica, Mohammed Al Issa). Em seguida, o presidente da Cdial (Centro de Divulgação do Islã para América Latina) Ahmad Ali Saifi fez o uso da palavra e agradeceu a todos os presentes. Durante seu discurso ressaltou a preocupação de Erika com o bem-estar animal. “Me sinto muito orgulhoso, em nome de Deus, por ter a oportunidade de assistir à palestra desta especialista. Será um grande ensinamento para todos nós”, ressalta Saifi.

Em seguida, o diretor executivo da Cdial Halal, Ali Ahmad Saifi, evidenciou os trabalhos realizados pela empresa em mais de 150 países. “Somos uma certificadora com maior número de certificações e acreditações. Temos trabalhado arduamente para sermos a melhor certificadora do mundo”, comenta Ali Saifi.

Para Ali, o objetivo é agregar mais valor ao produto halal com confiança, qualidade, segurança e respeitando Deus. Somos quase dois bilhões de muçulmanos no mundo. E esta população cresce 16% ao ano no mundo. Atendemos mais de 57 países muçulmanos e 22 países árabes. Na América Latina estamos muito presentes e queremos desenvolver ainda mais este mercado”, finaliza.

Em seguida, sheik Houssam El Boustani, presidente da CIFA – diretor da Universidade Americana para Ciências Humanos no Brasil. Suas palavras foram direcionadas para o abate correto halal. “Tratar bem o animal significa tratar bem o consumidor. Precisamos respeitar todas as regras para ter um abate legal. Em nenhum momento, podemos desrespeitar o animal, porque estaremos desrespeitando Deus. O abate halal está baseado em quatro pilares: misericórdia, delicadeza, saúde e respeito”.

Erika Voogd abordou sobre os conceitos de manipulação humanizada e boas práticas na cadeia produtiva bovina (campo, transporte, carga e descarga do caminhão, curral e rampa de abate).

No momento em que o animal é encaminhado para o abate, ele deve ser tratado com respeito. Dependendo da maneira que o homem age, os animais podem interpretar a situação como uma ameaça e por isso, acabam ficando em grupos, formando uma “bolha” para se proteger.

De acordo com Voogd, estes animais são como águias que acabam seguindo o animal que a sua frente. Eles gostam de ambientes mais tranquilos. Se forem tratados com estresse, prejudica a qualidade da carne. “No momento do abate o ideal é agir em silêncio. Durante todo o percurso o ideal é que ele não sofra nenhum impedimento ou distrações para seguir em frente. Tudo o que acontece até o momento do abate, irá refletir no animal” explica.

Erika trouxe também informações sobre o abate religioso halal em que o animal não deve ser insensibilizado antes da degola. Ela conta que a sangria total do animal, usada no método halal, é única forma de garantir que o animal realmente foi morto. O termo halal é a denominação que recebem os alimentos “adequados” para o consumo de acordo com a lei islâmica. 

Para o diretor-executivo da Cdial Ali Saifi, o evento superou todas as expectativas e pode mostrar aos participantes que o bem-estar animal envolve todo um processo de qualidade. E o método halal é a forma mais correta até mesmo com a insensibilização. “O bem-estar animal vai além da preocupação durante o abate. É necessário ter um cuidado especial desde o início do processo, ou seja, desde o manejo, alimentação e o espaço em que está inserido. Os representantes das diversas empresas reunidas aqui hoje puderam compreender a importância deste tema e acredito que tenhamos contribuído para um mundo mais humanizado. O que devemos fazer é cumprir os mandamentos de Deus. Se Ele nos mandou, é preciso que sejam executados”, enaltece Saifi. 

Erika Voogd ressaltou a gratidão de ter recebido o convite da Cdial Halal para ministrar o evento. A Cdial Halal é uma empresa totalmente séria, honesta e que merece todo nosso apoio. A Cdial Halal é revolucionária e esta ação é de extrema importância para o setor” enfatiza. O conceito halal e o bem-estar animal estão totalmente ligados, fatores essenciais para se obter um bom produto, respeitando as regras de Deus.

No primeiro momento da palestra foi abordado o tema sobre “Razões para a manipulação humanizada e seus benefícios para o cliente nas áreas de aves e bovinos”. Foram citados os efeitos com o manejo humanitário; seus desafios; benefícios; aceitabilidade do mundo perante a este tema, além da apresentação das empresas que já apoiam este assunto. A palestrante citou ainda que a produção de animais sobre supervisão e gestão de humanos devem ter cinco liberdades básicas durante suas vidas: livre para expressar o comportamento animal; livre de fome e sede; dor, lesões ou doenças, desconforto e não devem sentir medo. “Todo o procedimento deve ser realizado de acordo com as regras, além de bom senso durante o abate. Lembrando que estes animais serão nossos alimentos”, explica Voogd. Já no segundo momento foram tratados os “Conceitos de manipulação humanizada e boas práticas na cadeia produtiva do frango (granja, apanha, transporte, galpão de espera, pendura, atordoamento e abate)”.

 

 

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